Gerenciamento de Desastres
OBJETIVO
Ampliar a discussão sobre as estratégias necessárias à implantação dessa ferramenta gerencial, com características sistêmicas e contingenciais, para planejar, organizar, dirigir e controlar operações de resposta aos desastres no Brasil.
DATA: 19 de novembro de 2009
LOCAL: Anhembi São Paulo, SP (dentro do V Defencil)
Falando sobre
De acordo com a Política Nacional de Defesa Civil, a expressão Defesa Civil pode ser conceituada como o conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e reconstrutivas destinadas a evitar e minimizar os desastres, preservar o moral da população e restabelecer a normalidade social.
Decorre daí quue o principal foco de atuação da Defesa Civil concentra-se na minimização dos desastres, isto é, na redução das consequências decorrentes dos eventos adversos, seja evitando que eles aconteçam, seja diminuindo a sua intensidade ou mesmo aumentando a capacidade das comunidades para resistir a eles.
Para isso, a Defesa Civil atua em quatro diferentes fases, denominadas fases da administração de desastres:
- 1) Prevenção, englobando o conjunto de ações visando a evitar que o desastre aconteça ou diminuir a intensidade de suas consequências;
- 2) Preparação, reunindo o conjunto de ações visando a melhorar a capacidade da comunidade (incluindo indivíduos, organizações governamentais e organizações não-governamentais) para atuar no caso de ser atingida por um desastre;
- 3) Resposta, envolvendo o conjunto de ações visando a socorrer e auxiliar as pessoas atingidas por desastres, reduzir os danos e prejuízos e garantir o funcionamento dos sistemas fundamentais da comunidade; e
- 4) Reconstrução, abrangendo o conjunto de ações destinadas a reconstruir a comunidade atingida pelo desastre, propiciando o seu retorno à condição de normalidade, sempre levando em conta a minimização de novos desastres.
Mas a Defesa Civil não atua sozinha. Ela interage com diversas organizações governamentais e não-governamentais, articulando e organizando o esforço para a minimização dos desastres. Dessa forma, a atuação da Defesa Civil acaba por vezes, ultrapassando os limites geográficos entre municípios, estados ou mesmo países. Graças a experiência adquirida pelas organizações de defesa civil e também de segurança pública ao longo dos últimos anos, percebeu-se que é urgente e necessária à formulação de diretrizes orientadoras para a administração de desastres através do emprego de uma ferramenta gerencial que padronize, nacionalmente, as ações de resposta às emergências.
O Simpósio Nacional sobre Gerenciamento de Desastres representa um esforço da Secretaria Nacional de Defesa Civil para ampliar o debate sobre modelos de resposta para emergências e para a discussão das estratégias necessárias à implantação de uma ferramenta gerencial, com características sistêmicas e contingenciais para planejar, organizar, dirigir e controlar operações de resposta a desastres.
Este Simpósio é também uma das atividades do V DEFENCIL - Seminário Internacional de Defesa Civil, em consonância com as propostas do evento de articular os diversos saberes e práticas para o enfretamento às situações de desastres.
Tal iniciativa exige a participação de todos, motivo pelo qual estamos convidando-o para participar deste importante evento, no sentido de torná-lo uma oportunidade para ampliar o debate sobre o gerenciamento de desastres.
